“Hoje eu disse para ele: pra que participar disso, você poderia ter voltado para casa, comemorado a vitória do teu time, mas agora está na cama de um hospital e ainda bem que está bem”, desabafou o pai do jovem de 19 anos que sofreu fratura no crânio durante o jogo entre Atlético-PR e Vasco da Gama, na Arena Joinville, neste domingo (8). O atleticano Willian Batista foi um dos quatro jovens feridos depois do confronto entre as torcidas. Cidinei Batista da Silva está no Norte de Santa Catarina para acompanhar o filho, que segue internado, e diz que está mais tranquilo nesta segunda-feira (9), após saber que o rapaz não corre risco de morte.
O pai garante sempre ter sido contrário à violência nos estádios e diz que o filho não faz parte de nenhuma torcida organizada. Segundo Cidinei, o rapaz tem carteirinha de sócio-torcedor, mas foi ao estádio em um carro com outros conhecidos. “Ele contou que entrou na briga por impulso. Ele estava ali perto na hora em que tudo começou e eu acho que ele entrou na onda”, avalia o pai. Ele destaca que o filho não possui histórico de agressões e também nunca havia se envolvido em qualquer outro problema em estádio. O jovem trabalha em uma lavação de carros e acabou de concluir um curso de idiomas.


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