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Monday, June 09, 2014

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COPA DO MUNDO: Torcedores vão à Granja para ver a Seleção, mas não conseguem entrar

Jorge Gomes Almeida trabalha na Granja Comary desde a Copa de 1982. Viu as gerações de Zico, Romário e Ronaldo. Mas nunca viu tanta gente como na ensolarada manhã de ontem, ‘na porta da CBF’, maneira como os moradores e as placas de trânsito de Teresópolis se referem ao centro de treinamento da Seleção. O CT fica no condomínio Gleba 6, bairro de Granja Comary, razão do nome famoso.
Centenas de pessoas foram à Granja Comary dar apoio à Seleção Brasileira e tentar assistir ao treino (Foto: Gaspar Nóbrega /VipComm)


“Essa Copa é diferenciada, porque a Seleção está treinando aqui para jogar no Brasil. Nas outras, o treino era até aberto para o pessoal. Ficavam lá no alambrado”, aponta Jorginho, supervisor de segurança do condomínio, indicando lugar a mais cerca de 300 metros de distância. “O mundo todo está com as lentes voltadas para o Brasil. Se acontece algo errado, imagina nossa imagem... Nas outras, não ficava tumulto”, compara.

Com 20 carros e efetivo de 60 homens, a Polícia Militar estima que 350 pessoas tomaram as calçadas e a Avenida Hercilio Ferreira dos Santos, o único acesso ao local. Famílias e crianças, em absoluta maioria, acabaram confinadas diante do Clube Comary, espaço cujo título de sócio está em promoção por R$ 3 mil. 

“Libera, Felipão” foi o coro preferido dos torcedores, animados para gritar o clássico das arquibancadas: “Sou brasileiro com muito orgulho...”. Embora tenha chegado com cerca de 1h30 de atraso, o ônibus oficial da Fifa, usado pela Seleção pela primeira vez, foi muito aplaudido. A frase escrita no veículo verde e amarelo é: “Preparem-se, o hexa está chegando!”.

No que depender da recepção calorosa, chegará mesmo! Veio torcedor de cidade vizinha e até de outros estados, como Minas Gerais e Pará. A advogada Mariele Cassano acordou às 7h. De Niterói, cidade a 85km, seguiu com o marido e o filho Bernardo. “A gente conseguiu ver o da Holanda, ontem, na Gávea. Aqui tem esse calor humano”, diferencia. Com o álbum oficial da Copa, Bernardo, 7 anos, era pura expectativa. “É a minha primeira. Gosto do Bernard. Tem o nome parecido com o meu, é baixinho que nem eu e é o mais jovem”.

O funcionário público Flavio Caetano da Silva saiu de Bom Jesus, a 250km de Teresópolis, logo ao amanhecer acompanhado pelo empresário Robson Fernandes. “Ingresso da Copa foi só para estrangeiro. Esse negócio é meio sinistro. A gente quer ver o povo treinar. Já vale”.

Apesar da festa e da energia, não houve contrapartida da CBF, que cita proibição da Fifa para não abrir os treinamentos. A medida desagradou até quem tem amigos no condomínio e por isso tem autorização para passar da primeira de duas barreiras policiais e ficar a cerca de 100m dos atletas. 

“Você vê que o calor humano faz tudo para estar com a Seleção, mas fecham as portas ao invés de aproximar”, critica o atleta de jiu jitsu Gustavo Gussem. Ontem, quando o treino estava no final e já escurecia, o garoto Bernardo, de 8 anos, invadiu o campo e, abraçado por Neymar e Marcelo, conheceu os jogadores. Foi o drible e o jeitinho brasileiro. Mas há modo melhor: libera, Felipão...

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