O doleiro Lúcio Funaro teria afirmado, em sua delação, que o presidente Michel Temer "sempre soube" de todos os esquemas tocados pelo ex-deputado Eduardo Cunha. “Temer participava do esquema de arrecadações de valores ilícitos dentro do PMDB. Cunha narrava as tratativas e as divisões (de propina) com Temer”, acusa Funaro. As informações são da revista Veja. O delator teria citado dois repasses a Temer. Um deles, de R$ 1,5 milhão, veio do grupo Bertin. O segundo, em 2014, saiu de um acerto com a JBS. Segundo a reportagem, Funaro conta ter intermediado um pagamento de R$ 7 milhões da JBS que tinha como destinatários Temer, Cunha e o ministro da Agricultura na ocasião, Antônio Andrade. Ainda segundo a revista, o presidente teria também intermediado um pagamento de R$ 5 milhões de Henrique Constantino, do Grupo Constantino, à campanha do então deputado Gabriel Chalita à prefeitura de São Paulo, em 2012. No total, os valores citados somam R$ 13,5 milhões.
A reportagem afirma que o doleiro admite nunca ter conversado sobre dinheiro diretamente com Temer, “pois essa interface era feita por Eduardo Cunha”, mas declara que era informado por Cunha sobre as divisões da propina. O ministro Luiz Edson Fachin, relator dos casos da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), homologou, na terça-feira (5), a delação de Lúcio Funaro. Considerado por investigadores da Operação Lava Jato como operador de propinas do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Funaro teria narrado fatos envolvendo também outros políticos do PMDB da Câmara. Ele está preso há mais de um ano no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. Com a homologação, caberá a PGR usar os fatos delatados pelo empresário nas investigações envolvendo os processos a que o colaborador está envolvido, podendo basear acusações contra parlamentares, ministros do governo e o presidente Michel Temer. Funaro é processado pela Justiça Federal em Brasília em três investigações da Polícia Federal (PF) – Greenfield, Sépsis e a Cui Bono – que envolvem suspeitas de desvios de recursos públicos e fraudes na administração de quatro dos maiores fundos de pensão de empresas públicas do país: Funcef (Caixa), Petros (Petrobras), Previ (Banco do Brasil) e Postalis (Correios). O empresário também foi citado nas delações da JBS. Funaro é testemunha-chave em processos que envolvem o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e os ex-ministros Henrique Eduardo Alves e Geddel Vieira Lima.
Pet Bello Pet Shop
Rede mão amiga material para construção
Sol Magazine
Construção Matos
Subscribe to:
Post Comments (Atom)
0 comentários: