Ao que tudo indica, a desembargadora Sandra Inês Rusciolelli, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), pode perder os apartamentos luxuosos que ela e o filho possuem no Condomínio Le Parc, em Salvador. A desembargadora foi investigada na Operação Faroeste e firmou um acordo de delação premiada. Nos últimos tempos, a desembargadora passou a residir com a família na mansão milionária em Praia do Forte, identificada pela Polícia Federal em uma busca e apreensão. Nesta semana, em um despacho de um processo judicial, ficou determinado que todas as intimações sejam direcionadas para o Condomínio Enseada do Castelo.
Ela e o filho, Vasco Rusciolelli, em 2013, adquiriram da Austrália Empreendimentos dois apartamentos de luxo no condomínio localizado na Avenida Paralela, em Salvador. Os dois apartamentos são avaliados em aproximadamente em R$ 2 milhões, porém, mãe e filho só pagaram cerca de R$ 113 mil por apartamento, e desde então, segundo a imobiliária, a família vem residindo de graça nos imóveis. A Austrália Empreendimentos briga com os Rusciolelli na Justiça desde 2017 para poder receber os valores devidos ou levar os bens à leilão. Conforme fontes do Bahia Notícias, a família já saiu dos apartamentos por não terem mais chance de reavê-los, e o apartamento de Sandra já é visto fechado há muitos dias por vizinhos. Mãe e filho pediram para a Justiça suspender o leilão dos bens, além de retirar o nome dos Rusciolellis dos cadastros de restrição de créditos como SPC e Serasa, e que também não protestasse os títulos do negócio jurídico.
Desta forma, o Judiciário baiano, da qual Sandra Inês é integrante, manteve a posse dos imóveis com a família Rusciolelli. A Australia Empreendimentos questiona a manutenção da posse dos bens com os devedores, já que os bens que foram dados como garantia de pagamento não puderam ser utilizados, pois um está bloqueado pela Justiça Federal e o outro ainda não foi inventariado e passado para o nome dos devedores. Foram dados como garantia um apartamento no Condomínio Antonio Guadi, na Pituba, avaliado em aproximadamente R$ 900 mil, e um no Campo Grande, de cerca de R$ 350 mil. Mãe e filho ainda se comprometeram a pagar R$ 640 mil para obter posse do bem, com prestações fixas de R$ 4,2 mil. A empresa requer autorização judicial para levar os apartamentos luxuosos à leilão.
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