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Saturday, July 01, 2017

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Fachin manda soltar Rocha Loures, o 'homem da mala' da JBS

O ministro Edson Fachin, relator das delações da JBS no Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar nesta sexta-feira o ex-deputado federal e ex-assessor presidencial Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), preso em Brasília desde o dia 3 de junho, na esteira das revelações feitas pelo empresário Joesley Batista e outros executivos do Grupo J&F. Na decisão, Fachin trocou a prisão preventiva de Rocha Loures por medidas cautelares. O deputado da mala será monitorado por uma tornozeleira eletrônica e deverá se recolher domiciliarmente entre 20h e 6h e aos sábados, domingos e feriados. Ele também está proibido de ter contato com outros investigados, réus ou testemunhas do mesmo processo, deve entregar seu passaporte em até 48 horas e comparecer periodicamente em juízo para informar e justificar suas atividades.
Para o ministro, foi aplacada a possibilidade de Rodrigo Rocha Loures cometer novos crimes, principal condição à determinação de prisão preventiva. “Em homenagem ao tratamento isonômico”, Fachin também considerou na soltura do ex-assessor presidencial a decisão da Primeira Turma do STF, no último dia 20, de mandar para a prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica o ex-assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG) Mendherson de Souza, a jornalista Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG), e Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio encarregado por ele de receber 2 milhões de reais da JBS. Denunciado pela Procuradoria-Geral da República ao lado do presidente Michel Temer (PMDB) pelo crime de corrupção passiva, Rocha Loures foi indicado por Temer a Joesley, em conversa gravada pelo empresário, como homem de “sua mais estrita confiança”, que poderia ajudá-lo em qualquer assunto envolvendo questões do governo, a exemplo da demanda da JBS ao Planalto por ajuda em uma disputa entre a Empresa Produtora de Energia, usina hidrelétrica do Grupo J&F em Cuiabá, e a Petrobras no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Pouco mais de um mês após a conversa entre o presidente e Joesley Batista, Rodrigo Rocha Loures foi flagrado pela Polícia Federal ao sair de uma pizzaria de São Paulo com uma mala à mão, recheada com 500.000 reais. O dinheiro fora entregue pelo diretor de relações institucionais da JBS, Ricardo Saud, também delator. Rocha Loures devolveu o dinheiro no dia 25 de maio.

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