A base do governador Jerônimo Rodrigues (PT) ganhou, nesta sexta-feira, um novo ingrediente de crise — e com palavreado de impacto. Em entrevista à Rádio Metropolitana, Lúcio Vieira Lima (MDB) afirmou que tirar o MDB da chapa, hoje na vice, seria “um estupro” político: “ O estuprador paga as consequência”. Declarou.
A declaração caiu como uma bomba nos bastidores e escancarou o que muita gente tenta tratar como “ajuste natural”: há briga grande pela vaga e o MDB não aceita sair calado.
A fala é mais do que um desabafo. É um recado com endereço certo: quem estiver tentando rifar o MDB para abrir espaço a outro partido vai ter guerra. No tabuleiro, a vice deixou de ser coadjuvante e virou troféu — e Lúcio avisou que não vai permitir que o partido seja tratado como “peça descartável” depois de ajudar a compor e sustentar a aliança.
Nos corredores da política, a interpretação é direta: o MDB quer impor medo e custo político. Ao subir o tom publicamente, o partido tenta travar qualquer conversa de bastidor que passe por “trocar a vice para agradar aliado”, “acomodar partido novo” ou “refazer a chapa para ampliar palanque”. A mensagem é: mexeu na vice, mexeu com o MDB — e o troco vem.
O episódio revela que a base, vendida como bloco fechado, tem rachaduras bem visíveis. De um lado, aliados que sonham em redesenhar a majoritária; do outro, um MDB que se recusa a ser empurrado para a plateia. E quando um cacique do porte de Lúcio usa um termo tão pesado para definir a possibilidade, ele não está apenas opinando: está sinalizando ruptura, constrangimento e enfrentamento.
O recado final, nos bastidores, é quase um ultimato: se a vice sair da mão do MDB, a conta política pode chegar antes mesmo da campanha começar.
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