O prefeito de Ilhéus, Valderico Júnior (UB), começou a ouvir de aliados um alerta que já circula com força nos bastidores do governo: as secretarias de Saúde e de Educação se transformaram nas principais vitrines negativas da gestão.
A avaliação dentro do próprio grupo político é que a condução das duas pastas está abaixo do esperado e tem produzido desgaste em cadeia para o governo municipal.
Na Saúde, a secretária Sonilda Mello é alvo de críticas pela dificuldade em imprimir ritmo administrativo e dar respostas rápidas a uma área que, por natureza, já opera sob pressão diária. A leitura entre integrantes do entorno do prefeito é que a pasta não conseguiu acompanhar a velocidade política exigida pelo governo.
Na Educação, o diagnóstico é semelhante. Mesmo após mais de um ano, a secretária Evani Cavalcante ainda não conseguiu fazer a pasta engrenar no ritmo esperado pelo núcleo político da administração, ampliando o desconforto interno e alimentando queixas de aliados.
Segundo uma fonte da base, a cúpula do União Brasil já fez chegar ao prefeito a necessidade de um “freio de arrumação” no governo. A expressão, repetida nos bastidores, resume o sentimento de que Valderico precisará reorganizar a equipe antes que os problemas em áreas sensíveis contaminem de vez a imagem da gestão.
Em reservado, gente do grupo avalia que, se nada for feito, Saúde e Educação podem deixar de ser apenas um incômodo administrativo e passar a representar um passivo político de maior peso para o prefeito.
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