A falta de articulação do presidente estadual do PT, Tássio Brito, virou assunto nos bastidores do partido na Bahia.
Deputados federais petistas estão tensos com a montagem da chapa para 2026. O motivo é simples: a disputa promete ser muito mais dura do que em 2022.
Segundo analistas ouvidos nos bastidores, a linha de corte para deputado federal pelo PT (federação com PV e PC do B), pode passar dos 110 mil votos. Para efeito de comparação, em 2022, o último petista eleito foi Valmir Assunção, com 90.148 votos.
Ou seja: quem entrou raspando na eleição passada, desta vez pode ficar pelo caminho.
Em 2022, o PT elegeu sete deputados federais pela Bahia. Para 2026, há quem avalie que o partido pode cair para cinco cadeiras, a depender da força da chapa, da federação e da capacidade de organização interna.
Hoje, os nomes tratados como favoritos são Lucas Reis, Jorge Solla, Ivoneide Caetano e Zé Neto. Depois deles, a briga promete ser pesada entre Joseildo Ramos, Afonso Florence, Waldenor Pereira e Valmir Assunção.
Nos bastidores, a leitura é que o PT tem voto, tem estrutura e tem governo. Mas falta articulação fina para evitar que a disputa interna vire uma guerra de sobrevivência.
E, nesse jogo, ninguém quer ser o Valmir de 2026.

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